Como escolher um curso preparatório para a OAB

  • Autor: Primeira Fase OAB
  • Publicado: 08/10/2026
Candidato comparando opções de curso preparatório para a OAB

Não vamos indicar marca. Primeiro porque a escolha certa depende do seu perfil, e segundo porque recomendação de curso sem ter estudado por ele não vale nada.

O que este artigo entrega é melhor: sete critérios objetivos para você avaliar qualquer curso preparatório e decidir sozinho — inclusive para concluir que talvez não precise de um.

Antes: você precisa mesmo de um curso?

Pergunta honesta, e a resposta varia:

  • Provavelmente sim, se você se formou há anos e o conteúdo está distante, ou se nunca estudou disciplinas inteiras do edital.
  • Provavelmente não, se você está no último ano ou recém-formado, com o conteúdo razoavelmente fresco. Nesse caso, o que falta costuma ser organização e revisão, não explicação de matéria — e curso não resolve isso.

Esse diagnóstico importa porque curso é caro e, sobretudo, consome a coisa mais escassa da sua preparação: horas. Assistir a 200 horas de videoaula é 200 horas que não foram para questão nem para revisão.

Os sete critérios

1. O curso segue a incidência da prova?

Peça o cronograma antes de comprar. Se Ética — 8 questões por prova, a maior fatia — tem a mesma carga horária de Direito Eleitoral — 2 questões —, o curso foi montado pelo edital, não pela prova.

2. Qual o tamanho real da carga horária?

"Mais de 500 horas de aula" é argumento de venda, não de qualidade. Faça a conta contra o seu tempo: se você tem 150 horas até a prova, um curso de 500 horas é matematicamente impossível de concluir — e curso não terminado costuma gerar mais culpa que aprendizado.

3. Tem questões da FGV comentadas?

A banca tem estilo próprio. Curso com muita teoria e pouca questão da FGV ensina a matéria, não a prova. Veja quantas questões estão incluídas e de quais exames.

4. Como o curso resolve a revisão?

Este é o critério que quase ninguém verifica e o que mais importa. A maioria dos cursos entrega conteúdo e deixa a revisão por sua conta — o que significa que o problema central da preparação continua sem solução. Pergunte especificamente: o que o curso oferece para eu não esquecer, em janeiro, o que estudei em outubro?

5. O material está atualizado para o seu exame?

O edital do 48º cobra a legislação publicada até 21 de setembro de 2026. Material reaproveitado de ciclos anteriores sem revisão é risco — especialmente em Administrativo, com a Lei 14.133, e em Processo Penal.

6. Dá para estudar no seu tempo real?

Se você estuda no deslocamento e no intervalo, precisa de material que funcione no celular e offline. Curso só em videoaula longa não cabe em quem tem janelas de 20 minutos.

7. Qual a política de acesso e de garantia?

Veja se o acesso cobre o exame seguinte — importa se você reprovar — e se há garantia de reembolso. Sete dias é o padrão em produto digital; menos que isso deveria acender um sinal.

Três sinais de alerta

  • Promessa de aprovação. Ninguém pode garantir aprovação em prova que não aplica. Fuja.
  • Volume como argumento central. "14 mil flashcards", "800 horas de aula". Volume não é qualidade — na verdade, volume excessivo é o motivo número um de abandono.
  • Depoimento sem nome e sem exame. "Passei graças ao curso!" sem identificação e sem dizer qual exame não prova nada.

A pergunta final: curso ou método?

Vale separar o que você está comprando. Curso resolve conteúdo — explica a matéria que você não sabe. Método resolve retenção e prioridade — garante que o que você estudou continue na cabeça e que seu tempo vá para o que mais cai.

Quem já tem a base precisa do segundo, não do primeiro. E quem precisa dos dois deve saber que são compras diferentes, e que a segunda costuma ser mais barata que a primeira.

É isto que fazemos. Não vendemos curso e não temos videoaula. Vendemos o método: baralhos montados sobre a análise das 640 questões dos exames 39º ao 46º, na ordem de incidência real, com revisão espaçada para o conteúdo não evaporar entre outubro e janeiro.

→ Ver como funciona o material

Leia também: Qual material escolher para a 1ª fase da OAB

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